Cadê o apoio dos aposentados e pensionistas?

Boa tarde a todos os aposentados e pensionistas da Petrobras!
Eu sou Ana Paula Aramuni Alberto, presidente do SINAPETRO. Este novo sindicato surgiu para tratar de todas as pautas abandonadas da categoria. Os aposentados e pensionistas não têm sido ouvidos pelas entidades sindicais e associações. Sua vontade não está sendo respeitada.
A maioria dos aposentados e pensionistas não quer migrar para um novo plano. O que se busca é uma solução para o equacionamento uma solução mais digna e menos prejudicial. Entendemos que a cobrança das dívidas da Petrobras é o pilar central dessa luta. Conseguimos documentos da Petros que comprovam a origem dessa dívida.
Temos uma tese jurídica que ainda não foi explorada e pretendemos ingressar com uma Ação Civil Pública para alcançar todos os beneficiários do PPSP. Esse também será um ponto de pauta em uma greve que pretendemos construir: que a Petrobras pague essa dívida. Não nos interessa nenhum outro tipo de acordo.
Nosso compromisso é com os aposentados e pensionistas.
Além desse tema, queremos questionar a validade das alterações no plano de saúde, da AMS para a Saúde Petrobras. Também pretendemos fazer um levantamento de todos os problemas ocorridos nos últimos anos, por meio de um jurídico especializado no tema.
Temos muitas propostas para todas as pautas da categoria. Neste momento, estamos cumprindo os requisitos legais para poder atuar. Estamos amparados pelo Decreto-Lei 591, que, em seu artigo 8º, garante a liberdade sindical ou seja, o direito de fundar e escolher o sindicato que queremos. Esse decreto é oriundo de um pacto firmado com a ONU e, como acordo internacional, deve ser plenamente cumprido, inclusive norteando a legislação brasileira.
Convidamos todos a acreditarem nessa construção.
Todos os diretores são como eu e o Carapinha, que está assumindo a Secretaria de Assuntos Previdenciários: pessoas que há muitos anos lutam por pautas abandonadas pelas entidades sindicais.
Eu fui demitida três vezes pela Petrobras Transportes e reintegrada judicialmente duas vezes. A primeira demissão ocorreu em 2012, enquanto eu era vice-presidente da CIPA e denunciante de dezenas de irregularidades ao MPT e ao MTE. Na segunda demissão, eu era cabeça da “Chapa da Categoria Chapa 2”, no Norte Fluminense, e a empresa me demitiu para favorecer a Chapa 1.
Até hoje, não recebi os retroativos dessas demissões. Meus processos estão em Brasília.
Nós, diretores do SINAPETRO, temos dedicado nossas vidas e nossos empregos para melhorar as condições de trabalho e salário da categoria. Temos enfrentado esse sistema. E agora construímos esta entidade em um formato nunca visto no Brasil, para dar poder à categoria para que a democracia seja nosso maior pilar e para que a defesa do petroleiro seja o nosso único objetivo.
Estamos no início e contamos com todos nessa construção.
Vem para o SINAPETRO!
Unidos podemos mais.
Filie-se: sinapetro.org
